sábado, 7 de março de 2009

Era só uma estrela...

Era só uma estrela presa no firmamento
Não tinha lembranças, não tinha tormento,
Não sabia pra onde ia, nem de onde provinha
Mas temia, no céu, uma existência sozinha
Um dia criou coragem e do céu desprendeu
Era mais que uma estrela com a luz que lhe envolveu
Mas coitada da estrela, estava tão contente......
Não percebeu que agora era uma estrela cadente
Nuvens se abriam ao vê-la passar,
Céu riscado à poeira estelar,
Sorriu ao perceber que sozinha não estavamas
o mar a enganava refletindo onde passava
Sem brilho a brilhar,
Pois a água apagou,
O brilho que restou,
Da estrela que caiu
Caiu e sumiuNo oceano a afundar
Era só uma estrela...
...Agora é do mar.

Por voodoo
Templo XV

Poema da Noite

Observo-te!...
Teu campo, teu domínio
Tua grandeza, tua proporção
Causa em mim, um tal fascínio
Que me entrego à contemplação...

Um oceano negro, salpicado
Reluzindo um brilho desigual
Em cada ponto teu, que é prateado
Há uma incerteza natural

Envolve a Terra com simplicidade
Interfere no comando da razão
Negas ao mundo tua claridade
Pois teu segredo, habita a escuridão

Os astros, súditos de teu reinado
São carícias, em teu revolto manto
Inspiram mistérios velados
Que chegam a causar-me espanto...

Sugere sempre o desconhecido
Incita toda a sensibilidade
Dominas o rumo de quem foi vencido
Pela fraqueza da curiosidade...

Causa-me inquietação
Quase um medo de te conhecer
Receio tua força, tua solidão
Quando te afastas ao amanhecer...

Céu... Infinito... Paraíso!
Quem sabe o que és realmente
Permaneces num ato conciso
Acolhendo este planeta incoerente...

Meus olhos brilham ao observar-te
Porto de almas infantis!
coração deseja revelar-te
quanto na verdade, me fazes feliz