domingo, 9 de janeiro de 2011

CÂNTICO AO IRMÃO SOL

Poema lírico-religioso


São Francisco de Assis





Louvado sejas, meu Senhor

Com todas as tuas criaturas,

Especialmente o nosso Irmão Sol,

Que nos traz o dia

E a luz que nos aquece

Ele que é belo e radiante

No seu grande esplendor

E de ti, Altíssimo, é a imagem.

S. Francisco de Assis, 1181-1226, Hino ao Irmão Sol

A VIDA

A vida, acredita, não é um sonho


Tão negro quanto os sábios dizem ser.

Frequentemente uma manhã cinzenta

Prenuncia uma tarde agradável e soalhenta.



Às vezes há nuvens sombrias

Mas é apenas em certos dias;

Se a chuvada faz as rosas florir

Ó porquê lamentar e não sorrir?



Rapidamente, alegremente

As soalhentas horas da vida vão passando

Agradecidamente, animadamente

Goza-as enquanto vão voando.



E quando por vezes a Morte aparece

E consigo o que de Melhor temos desaparece?

E quando a dor se aprofunda

E a esperança vencida se afunda?



Oh, mesmo então a esperança há-de renascer,

Inconquistável, sem nunca morrer.

Alegre com a sua asa dourada

Suficientemente forte para nos fazer sentir bem

Corajosamente, sem medo de nada

Enfrenta o dia do julgamento que vem.

Porque gloriosamente, vitoriosamente

Pode a coragem o desespero vencer.

Emile Bronte, 1818-48, escritora inglês, Life