terça-feira, 15 de junho de 2010

Never Have I Fallen

Your lips speak soft sweetness

Your touch a cool caress

I am lost in your magic

My heart beats within your chest



I think of you each morning

And dream of you each night

I think of your arms being around me

And cannot express my delight



Never have I fallen

But I am quickly on my way

You hold a heart in your hands

That has never before been given away



- Rex A. Williams –



Tradução:





Never Have I Fallen



Seus lábios macios expressam doçura

Seu toque em uma fria carícia

Estou perdido na sua magia

Meu coração bate dentro do seu peito



Penso em ti cada manhã

E sonho com você a cada noite

Eu penso em seus braços em torno de mim

E não pode expressar a minha felicidade



Nunca aconteceu isso antes

Mas estou no meu caminho

Você espera um coração em tuas mãos

Isso nunca foi jogado fora antes.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

And start a new dream”

“Lay your head down


And sleep on my shoulder

Lay your head down

And start a new dream

And for tonight

the moment is over

Drift in a lullaby

Here where the stars reside



And angels are always seen

Lay your head down

The stars they have whispered

Hear what they say

And know that it means



The moon is your guide

The stars they have kissed her

As she goes gently by

Light as a babys eye

Save on a fairytales dream


And start a new dream”

 
A Final Dream – Within Temptation




I wish Upon a Star

...I wish Upon a Star,

To find out where you are.

I wish upon a Dream,

To find out what you mean.

And I wish upon the Rainbows,

That I see..

Hoping they'll soon bring you to me...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Morrer...Dormir... (Francisco Otaviano)

Morrer...Dormir... Nada mais! Termina a vida

E com ela terminam nossas dores:

Um punhado de terra, algumas flores,

E às vezes uma lágrima fingida!

Sim! Minha morte não será sentida;

Não deixo amigos, nem tive amores,

Ou se os tive, mostraram-se traidores,

Algozes vis de uma alma consumida.

Tudo é podre no mundo. Que me importa

Que ele amanhã se esb'roe e que desabe,

Se a natureza para mim é morta!

É tempo já que meu exílio acabe...

Vem, pois, ó morte, ao nada me transporta!

Morrer...Dormir...Talvez sonhar...Quem sabe?

Noturno (Antero de Quental)

Espírito que passas, quando o vento

Adormece no mar e surge a Lua,

Filho esquivo da noite que flutua,

Tu só entendes bem o meu tormento...

Como um canto longínquo - triste e lento-

Que voga e sutilmente se insinua,

Sobre o meu coração que tumultua,

Tu vestes pouco a pouco o esquecimento...

A ti confio o sonho em que me leva

Um instinto de luz, rompendo a treva,

Buscando. entre visões, o eterno Bem.

E tu entendes o meu mal sem nome,

A febre de Ideal, que me consome,

Tu só, Gênio da Noite, e mais ninguém!

Soneto (Álvares de Azevedo)

Pálida, à luz da lâmpada sombria,

Sobre o leito de flores reclinada,

Como a lua por noite embalsamada,

Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar! Na escuma fria

Pela maré das águas embalada!

Era um anjo entre nuvens d'alvorada

Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Era mais bela! O seio palpitando...

Negros olhos as pálpebras abrindo...

Formas nuas no leito resvalando...

Não te rias de mim, meu anjo lindo!

Por ti - as noites eu velei chorando,

Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!

Almas gêmeas (Sandro Kretus)

Amo-te tanto, que para descrever tal sentimento

Sou capaz de traduzir a palavra mais bela que existe

Só para ficar gravado por um único momento

Dentro do teu coração como um pavão que se exibe



E qual palavra seria mais bonita que a palavra dos anjos?

Pois lhe digo, amada minha, não há palavra mais bonita

Veja aqui tudo que restou ao longo desses anos

Quando traçamos nossos destinos em um único encontro



Somos um do outro, isto é um fato consumado

E mesmo se não tivéssemos nos encontrado neste tempo

Em um outro mundo, em outra vida, teríamos nosso momento



Somo duas almas que se encontram casualmente, eternamente

Somos duas estrelas que dançam em volta do sol, infinitamente

Difícil é quando não te encontro, e se encontro, não te vejo

O Amor, Quando Se Revela (Fernando Pessoa)

O amor, quando se revela,

Não se sabe revelar.

Sabe bem olhar p'ra ela,

Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente

Não sabe o que há-de dizer.

Fala: parece que mente...

Cala: parece esquecer...

Ah, mas se ela adivinhasse,

Se pudesse ouvir o olhar,

E se um olhar lhe bastasse

Pra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;

Quem quer dizer quanto sente

Fica sem alma nem fala,

Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe

O que não lhe ouso contar,

Já não terei que falar-lhe

Porque lhe estou a falar...

Vaga, no azul amplo solta, vai uma nuvem errando... (Fernando Pessoa)

Vaga, no azul amplo solta,

Vai uma nuvem errando.

O meu passado não volta.

Não é o que estou chorando.

O que choro é diferente.

Entra mais na alma da alma.

Mas como, no céu sem gente,

A nuvem flutua calma.

E isto lembra uma tristeza

E a lembrança é que entristece,

Dou à saudade a riqueza

De emoção que a hora tece.

Mas, em verdade, o que chora

Na minha amarga ansiedade

Mais alto que a nuvem mora,

Está para além da saudade.

Não sei o que é nem consinto

À alma que o saiba bem.

Visto da dor com que minto

Dor que a minha alma tem.

Fresta (Fernando Pessoa)

Em meus momentos escuros

Em que em mim não há ninguém,

E tudo é névoas e muros

Quanto a vida dá ou tem,

Se, um instante, erguendo a fronte

De onde em mim sou aterrado,

Vejo o longínquo horizonte

Cheio de sol posto ou nado

Revivo, existo, conheço,

E, ainda que seja ilusão

O exterior em que me esqueço,

Nada mais quero nem peço.

Entrego-lhe o coração.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

...Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada e mesmo
assim me sentir como se estivesse plena de tudo.
Clarice Lispector