terça-feira, 11 de maio de 2010

Morrer...Dormir... (Francisco Otaviano)

Morrer...Dormir... Nada mais! Termina a vida

E com ela terminam nossas dores:

Um punhado de terra, algumas flores,

E às vezes uma lágrima fingida!

Sim! Minha morte não será sentida;

Não deixo amigos, nem tive amores,

Ou se os tive, mostraram-se traidores,

Algozes vis de uma alma consumida.

Tudo é podre no mundo. Que me importa

Que ele amanhã se esb'roe e que desabe,

Se a natureza para mim é morta!

É tempo já que meu exílio acabe...

Vem, pois, ó morte, ao nada me transporta!

Morrer...Dormir...Talvez sonhar...Quem sabe?

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