quinta-feira, 23 de junho de 2011

Quando eu for, um dia desses,

Quando eu for, um dia desses,


Poeira ou folha levada

No vento da madrugada,

Serei um pouco do nada

Invisível, delicioso



Que faz com que o teu ar

Pareça mais um olhar,

Suave mistério amoroso,

Cidade de meu andar

(Deste já tão longo andar!)



E talvez de meu repouso...



Mário Quintana

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